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Senador Arthur Virgílio comenta artigo do presidente da Loterj

 


Arthur Virgílio

 

Através de e-mail enviado ao presidente da Loterj, Sergio Ricardo de Almeida, veiculado na edição do dia 20 de março, no Jornal do Brasil, sob o título “Jogo: a indústria do século 21”, o senador Arthur Virgílio, Líder do PSDB no Senado Federal, além de parabenizar o dirigente Carioca, emite juízo de valor favorável a regulamentação de cassinos e bingos no Brasil.

O Senador também autorizou a publicação do seu comentário através da mídia especializada (BNL). Confira:

Prezado Sérgio Ricardo,

Li seu artigo atentamente. Concordo em que está na hora de o Congresso Nacional encarar racionalmente a questão da regulamentação do jogo, sem qualquer tipo de preconceito. Há convenientes e inconvenientes que precisam ser discutidos para se chegar a uma solução. E para isso seus argumentos serão muito úteis. Não há razão, realmente, para apenas o Brasil (Cuba nem vale a pena mencionar) não ter o jogo regulamentado entre os 108 países membros da Organização Mundial de Turismo. E ele é liberado também, você assinala, "nos sete países mais ricos: Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Grã-Bretanha, Itália e Canadá".

Está bem contestada a alegação de que o jogo não deve ser permitido porque pode levar pessoas à ruína. Não é somente o jogo que pode causar esse dano. O álcool e as drogas também. Há a grave questão da lavagem de dinheiro. E você lembra existir em outros países mecanismos para controlar e combater essa prática.

Em resumo, há meios para minimizar ou até afastar os inconvenientes geralmente apontados pelos que são contrários à regulamentação dos jogos.

Há, por outro lado, vantagens que não podem ser menosprezadas, como a eliminação do jogo clandestino, a criação de milhares de empregos, aumento da arrecadação (podendo-se destiná-lo à saúde e à educação, por exemplo), e o incentivo ao turismo.

Sou favorável, portanto, a que se debata a questão. Em princípio, inclino-me a apoiar a abertura de cassinos em alguns poucos pontos do País, nos quais possam funcionar como atrativo turístico. Para bingos já não haveria necessidade de muitas restrições.

De qualquer modo, todos, cassinos e bingos, deveriam funcionar sob rigorosa fiscalização. É o que preliminarmente penso. E registro os parabéns por seu artigo.

Cordialmente,

Senador Arthur Virgílio - Líder do PSDB

 

 

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